domingo, 7 de junho de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Cadê nóis?!
Pessoas!
Bando de gente pergunta: cadê ocêis?
Acontece que estamos no meio da gravação do número 2. Como sabem, dá trabalho fazer um treco de qualidade. Já rabiscamos, gravamos, descartamos, reescrevemos, repintamos, fizemos outras... E por aí.
Não se preocupem que já-já nós aparecemos com novidades de lascar, amigos e amantes do blues e do velho rock'n'roll: músicas pra vocês degustarem, vídeos legais, site novo...
Enquanto isso:
Um amigo gravou no celular nossa apresentação na ExpoVR 2008. Três músicas foram pro Youtube e, pouco antes de escrever essa pataquada aqui, passei por lá pra ver qual é...
Putz! Foram 4402 visitas à música Autópsia! (que estamos gravando para o número 2). Dá pra acreditar? 4402! Sem divulgação!
Quem quiser conferir, tá aí:
Abração!
Bando de gente pergunta: cadê ocêis?
Acontece que estamos no meio da gravação do número 2. Como sabem, dá trabalho fazer um treco de qualidade. Já rabiscamos, gravamos, descartamos, reescrevemos, repintamos, fizemos outras... E por aí.
Não se preocupem que já-já nós aparecemos com novidades de lascar, amigos e amantes do blues e do velho rock'n'roll: músicas pra vocês degustarem, vídeos legais, site novo...
Enquanto isso:
Um amigo gravou no celular nossa apresentação na ExpoVR 2008. Três músicas foram pro Youtube e, pouco antes de escrever essa pataquada aqui, passei por lá pra ver qual é...
Putz! Foram 4402 visitas à música Autópsia! (que estamos gravando para o número 2). Dá pra acreditar? 4402! Sem divulgação!
Quem quiser conferir, tá aí:
Abração!
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
MÚSICA NOVA: As Minhas Verdades
Tem uma cena no filme QUASE FAMOSOS que, pra mim, é classica (como o filme é,inteiro!). Depois de uma apresentação horrorosa, uma noite de desavenças e excessos, a banda se despede de uma cidadezinha perdida do interior americano e pega o ônibus, de volta à estrada. Todo mundo calado e contrariado. O sonho do rock'n'roll, você pensa, perdeu seu brilho para os egos inflados de todo mundo e nada vai ser como era antes. Talvez não haja mais futuro para os desejos individuais e o amor coletivo...
Na cena, enquanto os últimos viajantes embarcam, uma velha canção de um impensado Elton John começa a tocar. Aos poucos, um e outro começam a cantarolar. Antes que a cena termine, enquanto a viagem passeia pelas janelas numa estrada perdida, todos estão cantando juntos. O rock'n'roll, meu bem, é mais poderoso que nossas crises maniqueístas ou complexos de Deus. Ele é maior que nossos sonhos e desejos individuais. Ele é maior que nossas verdades egoístas.
Não nego que foi dessa cena que saiu a inspiração para essa música. E espero que saia tão deliciosa e inspiradora quanto o filme me foi.
AS MINHAS VERDADES
Quando e se eu morrer, meu amor
Não deixe que ninguém compre as minhas verdades
que pode ser, meu bem
Que um desses hippies iludidos
Descubra que elas dão dinheiro
E transforme a minha fé
Em livros baratos
De supermercado
E exiba a minha foto
Em camisetas coloridas
Pra vender no natal
Estenda a mão, meu bem
Pega a mochila e vem pra estrada
Esse é o sinal, meu amor
De que o mundo de verdade
É uma viagem sem volta
E pra ser feliz
Você precisa sonhar seu próprio sonho
E ela não vai resistir
A minha fé morre comigo
É que as verdades, meu bem
São mais frágeis que o cristal
São feito cera castigada
Pelo sol do meio-dia
Mas são vendidas nas esquinas
Como aço inquebrantável
Em cestas reluzentes que te fazem sonhar
Mas esse não é meu sonho
Eu não preciso de outro livro
Pra saber o que sonhar
Estenda a mão, meu bem
Pega a mochila e vem pra estrada
Esse é o sinal, meu amor
De que o mundo de verdade
É uma viagem sem volta
E pra ser feliz
Você precisa sonhar seu próprio sonho
E numa tarde ensolarada
Procura o teu paiu
E senta com ele na rede da varanda
Explica que a vida
É tão mais bela e infinita
Do que os sonhos mais bonitos
Que ele teve pra mim
E diga que eu seria
O melhor doutor do mundo
Se eu quisesse ser doutor
Mas esse não é o meu destino
É o de qualquer outra pessoa
É o de qualquer outra pessoa
Estenda a mão, meu bem
Pega a mochila e vem pra estrada
Esse é o sinal, meu amor
De que o mundo de verdade
É uma viagem sem volta
E pra ser feliz
Você precisa sonhar seu próprio sonho
Estenda a mão, meu bem
Pega a mochila e vem pra estrada
Esse é o sinal, meu amor
De que o mundo de verdade
É uma viagem sem volta
E pra ser feliz
Você precisa sonhar seu próprio sonho
Na cena, enquanto os últimos viajantes embarcam, uma velha canção de um impensado Elton John começa a tocar. Aos poucos, um e outro começam a cantarolar. Antes que a cena termine, enquanto a viagem passeia pelas janelas numa estrada perdida, todos estão cantando juntos. O rock'n'roll, meu bem, é mais poderoso que nossas crises maniqueístas ou complexos de Deus. Ele é maior que nossos sonhos e desejos individuais. Ele é maior que nossas verdades egoístas.
Não nego que foi dessa cena que saiu a inspiração para essa música. E espero que saia tão deliciosa e inspiradora quanto o filme me foi.
AS MINHAS VERDADES
Quando e se eu morrer, meu amor
Não deixe que ninguém compre as minhas verdades
que pode ser, meu bem
Que um desses hippies iludidos
Descubra que elas dão dinheiro
E transforme a minha fé
Em livros baratos
De supermercado
E exiba a minha foto
Em camisetas coloridas
Pra vender no natal
Estenda a mão, meu bem
Pega a mochila e vem pra estrada
Esse é o sinal, meu amor
De que o mundo de verdade
É uma viagem sem volta
E pra ser feliz
Você precisa sonhar seu próprio sonho
E ela não vai resistir
A minha fé morre comigo
É que as verdades, meu bem
São mais frágeis que o cristal
São feito cera castigada
Pelo sol do meio-dia
Mas são vendidas nas esquinas
Como aço inquebrantável
Em cestas reluzentes que te fazem sonhar
Mas esse não é meu sonho
Eu não preciso de outro livro
Pra saber o que sonhar
Estenda a mão, meu bem
Pega a mochila e vem pra estrada
Esse é o sinal, meu amor
De que o mundo de verdade
É uma viagem sem volta
E pra ser feliz
Você precisa sonhar seu próprio sonho
E numa tarde ensolarada
Procura o teu paiu
E senta com ele na rede da varanda
Explica que a vida
É tão mais bela e infinita
Do que os sonhos mais bonitos
Que ele teve pra mim
E diga que eu seria
O melhor doutor do mundo
Se eu quisesse ser doutor
Mas esse não é o meu destino
É o de qualquer outra pessoa
É o de qualquer outra pessoa
Estenda a mão, meu bem
Pega a mochila e vem pra estrada
Esse é o sinal, meu amor
De que o mundo de verdade
É uma viagem sem volta
E pra ser feliz
Você precisa sonhar seu próprio sonho
Estenda a mão, meu bem
Pega a mochila e vem pra estrada
Esse é o sinal, meu amor
De que o mundo de verdade
É uma viagem sem volta
E pra ser feliz
Você precisa sonhar seu próprio sonho
domingo, 31 de agosto de 2008
Noite do rock no Porão!

Pessoal,
Dia 4 de setembro, a partir das 10 da noite, todo mundo convidado pra curtir a NOITE DO ROCK, na boate Porão, em Volta Redonda. Nada menos que 3 bandas pra infernizar a noite:
D'Hanks
Zero Ora!
Judgement
Com estilos pra todos os gostos, do blues, passando pelo pop e chegando ao metal. Você não pode perder essa!
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
MÚSICA NOVA: João!
O avô do João é um velhote magrelo e sacana chamado Frederico Niti. Bigodudo e abelhudo, um dia puxou conversa com o neto, que andava meio perdido na vida, entre as verdades que os outros empurraram nele, e explicou a coisa dessa maneira:
"Depois dos cinco anos o seu pai ensinou
Os segredos do universo no boteco do Agenor
Preso em garrafas nas estantes do bar
Servida em doses que te fazem sonhar
- João, as verdades da vida você pode encontrar
Em qualquer botequim, se você pode pagar
João, me dá esse dim-dim que cê ganhou no natal
Mas não conta pra tua mãe, vê se não vai me dedar!
João!
Naquele mesmo ano a mãe do João lhe contou
Sobre o fogo do inferno e a ira do criador
Que se quisesse ir pro céu era só escutar
As palavras desse moço de gravata no altar
- João, as verdades da vida você pode encontrar
Em qualquer igreja santa, também tem que pagar
João, o dinheiro que você ganhou roçando o quintal
Tem que pagar pro pastor, ou vai pro inferno queimar!
João!
Levando aquela vida na maior confusão
Rezando um gole pra Deus, orando fel no balcão
Vendendo bíblia e falando em salvação
Com um olho no livrinho, outro na filha do alemão
- João, as verdades da vida você pode encontrar
Em qualquer corpo sarado, e também tem que pagar
E bem pequeno, ele entendeu a questão
Não é o que eu posso comprar
É se o dinheiro vai dar
É, João!
Mas a luz da verdade ele só encontrou
Quando batia um papo sério com seu velho avô
Vô Frederico Niti lhe ensinou que o mundo
Tem dois tipos de gente, o resto é só vagabundo
- João, cê tem que escolher se quer comprar ou vender
Se nasceu pra pagar, ou se pra receber
Metade desse mundo aqui só sabe comprar
A outra metade vende tudo: cachaça, fé ou tesão!
João!"
Tá certo, a música é um deboche, mas bem poderia não ser...
"Depois dos cinco anos o seu pai ensinou
Os segredos do universo no boteco do Agenor
Preso em garrafas nas estantes do bar
Servida em doses que te fazem sonhar
- João, as verdades da vida você pode encontrar
Em qualquer botequim, se você pode pagar
João, me dá esse dim-dim que cê ganhou no natal
Mas não conta pra tua mãe, vê se não vai me dedar!
João!
Naquele mesmo ano a mãe do João lhe contou
Sobre o fogo do inferno e a ira do criador
Que se quisesse ir pro céu era só escutar
As palavras desse moço de gravata no altar
- João, as verdades da vida você pode encontrar
Em qualquer igreja santa, também tem que pagar
João, o dinheiro que você ganhou roçando o quintal
Tem que pagar pro pastor, ou vai pro inferno queimar!
João!
Levando aquela vida na maior confusão
Rezando um gole pra Deus, orando fel no balcão
Vendendo bíblia e falando em salvação
Com um olho no livrinho, outro na filha do alemão
- João, as verdades da vida você pode encontrar
Em qualquer corpo sarado, e também tem que pagar
E bem pequeno, ele entendeu a questão
Não é o que eu posso comprar
É se o dinheiro vai dar
É, João!
Mas a luz da verdade ele só encontrou
Quando batia um papo sério com seu velho avô
Vô Frederico Niti lhe ensinou que o mundo
Tem dois tipos de gente, o resto é só vagabundo
- João, cê tem que escolher se quer comprar ou vender
Se nasceu pra pagar, ou se pra receber
Metade desse mundo aqui só sabe comprar
A outra metade vende tudo: cachaça, fé ou tesão!
João!"
Tá certo, a música é um deboche, mas bem poderia não ser...
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
ERIC CLAPTON: Layla

Em 1968, John, Paul, George e Ringo construíam na Abbey Road o mais impressionante disco que os Beatles puderam trazer a este mundo (certo, os puristas vão dizer que Sargent Pepers é o melhor, mas eu ainda fico com o White Album). George trouxe Eric Clapton para tocar com eles e os dois pariram While My Guitar Gently Weeps, de longe a melhor composição que já ouvi num disco daqueles quatro sujeitos fantásticos.
Enquanto trabalhavam, algo inesperado aconteceu. Eric apaixonou-se por Pattie Boyd, mulher de George, dessas paixões fulminantes, dolorosas, vergonhosas. Desses amores que levam um homem ao fundo do poço. E Pattie, vivendo uma vida de segundo plano, freqüentemente afastada por George e seu amor devoto à cultura hindu, apaixonou-se por ele.
Dessa paixão arredia e traidora nasceu a canção Layla; visceral, forte, poderosa e cheia de um amor carnal e pecaminoso. Você pode sentir a raiva de Eric tocando aquele solo infernal que construiu para a abertura da canção, que foi gravada para o álbum da então nova banda do guitarrista, Derek and The Dominos, lançado no mesmo ano da morte de Jimi Hendrix e Duane Alman.
Eric implora, dolorosamente, na terceira estrofe: “Vamos fazer o melhor dessa situação, antes que eu finalmente enlouqueça. E, por favor, não diga que nunca encontraremos um meio e que todo o meu amor é em vão... Layla, você me tem de joelhos”.
Layla é a celebração do amor impossível e pecaminoso, nascido renegado porque contradiz não apenas os conceitos puritanos, mas também a noção de lealdade e amizade entre homens que se consideravam irmãos. Para os canalhas de plantão, talvez não seja tão claro o fato de Eric e Pattie terem se sentido como párias do universo, mas se você ouvir outras canções que Clapton gravou naquele mesmo disco, vai entender a profundidade da dor que aquele sentimento causou. Experimente ouvir Have You Ever Loved a Woman logo depois de Layla e isso vai ficar bem nítido.
O fim da música traz uma longa e calma melodia que se contrapõe ao arranjo infernalmente potente e belo que Eric Clapton criu para o início. Esse fim foi composto por Jim Gordon, parceiro de Eric na música, e alguns críticos o detestaram. Eles disseram que Layla seria perfeita sem ele. Discordo. Entendo que toda a canção, até aquele ponto, é um pedido (de joelhos!) de Eric para que Pattie aceite que se amam e façam alguma coisa de bom com esse sentimento poderoso e avassalador. A parte final é a aceitação de Pattie, travestida de Layla. É o momento em que os dois sucumbem ao amor.
Amo essa música, que não é bem um blues, mas traz todos os elementos dos melhores temas que um deveria ter:
What will you do when you get lonely
With nobody waiting by your side
You've been running and hiding much too long,
You know it's just your foolish pride.
Layla, you got me on my knees.
Layla, I'm begging darling please.
Layla, darling won't you ease my worried mind.
Tried to give you consolation,
Your old man won't let you down
Like a fool, I fell in love with you,
Turned the whole world upside down
Layla, you got me on my knees.
Layla, I'm begging darling please.
Layla, darling won't you ease my worried mind.
Let's make the best of the situation
Before I fin'lly go insane.
Please don't say we'll never find a way
And tell me all my loves in vain
Layla, you got me on my knees.
Layla, I'm begging darling please.
Layla, darling won't you ease my worried mind.
PS: Eric e Pattie acabaram vivendo juntos, alguns anos depois.
Enquanto trabalhavam, algo inesperado aconteceu. Eric apaixonou-se por Pattie Boyd, mulher de George, dessas paixões fulminantes, dolorosas, vergonhosas. Desses amores que levam um homem ao fundo do poço. E Pattie, vivendo uma vida de segundo plano, freqüentemente afastada por George e seu amor devoto à cultura hindu, apaixonou-se por ele.
Dessa paixão arredia e traidora nasceu a canção Layla; visceral, forte, poderosa e cheia de um amor carnal e pecaminoso. Você pode sentir a raiva de Eric tocando aquele solo infernal que construiu para a abertura da canção, que foi gravada para o álbum da então nova banda do guitarrista, Derek and The Dominos, lançado no mesmo ano da morte de Jimi Hendrix e Duane Alman.
Eric implora, dolorosamente, na terceira estrofe: “Vamos fazer o melhor dessa situação, antes que eu finalmente enlouqueça. E, por favor, não diga que nunca encontraremos um meio e que todo o meu amor é em vão... Layla, você me tem de joelhos”.
Layla é a celebração do amor impossível e pecaminoso, nascido renegado porque contradiz não apenas os conceitos puritanos, mas também a noção de lealdade e amizade entre homens que se consideravam irmãos. Para os canalhas de plantão, talvez não seja tão claro o fato de Eric e Pattie terem se sentido como párias do universo, mas se você ouvir outras canções que Clapton gravou naquele mesmo disco, vai entender a profundidade da dor que aquele sentimento causou. Experimente ouvir Have You Ever Loved a Woman logo depois de Layla e isso vai ficar bem nítido.
O fim da música traz uma longa e calma melodia que se contrapõe ao arranjo infernalmente potente e belo que Eric Clapton criu para o início. Esse fim foi composto por Jim Gordon, parceiro de Eric na música, e alguns críticos o detestaram. Eles disseram que Layla seria perfeita sem ele. Discordo. Entendo que toda a canção, até aquele ponto, é um pedido (de joelhos!) de Eric para que Pattie aceite que se amam e façam alguma coisa de bom com esse sentimento poderoso e avassalador. A parte final é a aceitação de Pattie, travestida de Layla. É o momento em que os dois sucumbem ao amor.
Amo essa música, que não é bem um blues, mas traz todos os elementos dos melhores temas que um deveria ter:
What will you do when you get lonely
With nobody waiting by your side
You've been running and hiding much too long,
You know it's just your foolish pride.
Layla, you got me on my knees.
Layla, I'm begging darling please.
Layla, darling won't you ease my worried mind.
Tried to give you consolation,
Your old man won't let you down
Like a fool, I fell in love with you,
Turned the whole world upside down
Layla, you got me on my knees.
Layla, I'm begging darling please.
Layla, darling won't you ease my worried mind.
Let's make the best of the situation
Before I fin'lly go insane.
Please don't say we'll never find a way
And tell me all my loves in vain
Layla, you got me on my knees.
Layla, I'm begging darling please.
Layla, darling won't you ease my worried mind.
PS: Eric e Pattie acabaram vivendo juntos, alguns anos depois.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
MÚSICA NOVA: As bicicletas assassinas
À semelhança de Delirium Tremens do primeiro disco, algumas pessoas vão achar que o infeliz que escreveu essa letra estava bêbado. Não é o caso.
Quem já não teve um desses sonhos estranhos, em que nada parece se encaixar ou fazer sentido? Aqueles sonhos em que você voa devagar, meio que nadando no ar, e acaba caindo... Ou aqueles em que você acha que está sendo perseguido...
As Bicicletas Assassinas é um blues rápido, num tom alto e desesperado, com riff e batida de marcha acelerada. E a historinha é um daqueles sonhos...
Eu já não vejo bicicletas
Assentadas nas paredes do meu quarto
Antigamente eu dormia
E elas ficavam vigiando o meu sono
E tramavam em silêncio
A minha morte prematura
Mas eu sabia!
E eu fugia pras colinas
Me abrigava entre os fungos da montanha
Os meus olhos estalados vigiavam
Os caminhos mais estreitos
E se eu visse o perigo se achegando
E montava o meu porco voador
E escaparia do destino
Entre as nuvens coloridas
Gaivotas de asas curtas
E pinturas surreais
Eu mergulhava pelos vales
E penhascos incrustados nos sinais
E avançava o vermelho
Feito um carro em desespero pedalando os meus pedais
Eu escalei fachos de luz
Eu mergulhei em lagos crus
Eu me escondi entre os anuns
E me encharquei de velhos runs
E acho que hoje eu sou livre
Eu despistei as bicicletas do meu sonho
E agora eu durmo tranqüilo
Pois não há mais bicicletas nos meus ombros
Quem já não teve um desses sonhos estranhos, em que nada parece se encaixar ou fazer sentido? Aqueles sonhos em que você voa devagar, meio que nadando no ar, e acaba caindo... Ou aqueles em que você acha que está sendo perseguido...
As Bicicletas Assassinas é um blues rápido, num tom alto e desesperado, com riff e batida de marcha acelerada. E a historinha é um daqueles sonhos...
Eu já não vejo bicicletas
Assentadas nas paredes do meu quarto
Antigamente eu dormia
E elas ficavam vigiando o meu sono
E tramavam em silêncio
A minha morte prematura
Mas eu sabia!
E eu fugia pras colinas
Me abrigava entre os fungos da montanha
Os meus olhos estalados vigiavam
Os caminhos mais estreitos
E se eu visse o perigo se achegando
E montava o meu porco voador
E escaparia do destino
Entre as nuvens coloridas
Gaivotas de asas curtas
E pinturas surreais
Eu mergulhava pelos vales
E penhascos incrustados nos sinais
E avançava o vermelho
Feito um carro em desespero pedalando os meus pedais
Eu escalei fachos de luz
Eu mergulhei em lagos crus
Eu me escondi entre os anuns
E me encharquei de velhos runs
E acho que hoje eu sou livre
Eu despistei as bicicletas do meu sonho
E agora eu durmo tranqüilo
Pois não há mais bicicletas nos meus ombros
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